Quem somos

Os Templários



s Ordens Militares continham em si o ideal monástico-religioso e os ideais da cavalaria medievais. Como tal, possuíam objectivos, estruturas e regras. Eram depositárias de grande parte da cultura do tempo. Acentuamos a valência que alçaram na formação, consolidação e desenvolvimento de Portugal desde o início da nacionalidade. A esse propósito, neste caso cingidas às ordens militares de Cavalaria, é justo destacar a Ordre du Temple (Ordem do Templo), os Templários, e, mais tarde, oportunamente, sua sucessora a Ordem de Cristo, sem a qual os Descobrimentos não teriam sido possíveis.

É certo que com o desaparecimento do perigo muçulmano na Península as ordens militares perderam a sua função principal, mas o seu declínio e desaparecimento, ou transformação em simples ordens clausurais, encontra-se mal definida e aparece ininteligível. As principais transformações deram-se no séc. XVI, nomeadamente com a Ordem de Cristo, que deixou de ter a preponderância que até aí desfrutava. Entre outras premissas, todo este processo tem a ver com a centralização do poder real e respectivo controle das Ordens. Neste âmbito há a destacar a união dos mestrados das Ordens à Coroa, em 1551. Tudo isto confluía com o desejo da Santa Sé em uniformizar o mais possível a doutrina católica. Ao aprofundar no assunto, apesar da modéstia, cumpre às Templárias o dever de exumar a bula de Júlio III (1550-55) através da qual se enclausurou os mestrados das Ordens com os membros das famílias reais, mesmo que estes fossem recém-nascidos e, até, do sexo feminino. Hoje, pode dizer-se que com a decadência das ordens religiosas, apesar das rivalidades por vezes reveladas, o País terá perdido um elemento estabilizador e disciplinado e um alforge de pessoas capazes. Oficialmente, as ordens religiosas vieram a ser extintas em definitivo em 1834, reduzidas a um naipe de ordens honoríficas (Cristo, Santiago e Avis).


Templarias - official seal

As Templárias

(Quem somos)


Em 6 de Janeiro de 2014, confrontadas com a desordem violenta do novo século, em particular pressionadas devido à rompante série de atentados terroristas levados a cabo na Europa e reivindicados em nome de organizações fundamentalistas islâmicas internacionais, as Templières (Templárias), que até aqui mantinham o seu aperfeiçoamento afastadas do tremedal mundano, viram-se no dever de, chamando-o à luz, converter o poente de certos parâmetros. A justura destas medidas culminou num ofício deveras menos discreto. Mas é em Março desse mesmo ano, aprontadas firmando uma designação oficial peninsular complementada por uma configuração heráldica precisa e distinta, que «As Templárias» (nome completo oficial) viriam a (re)arvorar a sua existência ao mundo.

Unidas pela Razão, as Templárias não cobiçam fama nem fortuna. Tão-pouco se prestam aos desígnios excêntricos e ególatras da sociedade civil. Não tecem teias secretas que funcionam como um lóbi de influência tendo por verdadeiros propósitos a captura do poder. Não são uma organização humanitária ou instituição particular de solidariedade social. Não gozam do estatuto de IPSS, não o planejam, sendo que não dependem financeiramente dos Estados, nem de nenhuma organização não governamental. Afastadas de qualquer estratégia de sedução e da ambição do reconhecimento, representam uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos colectivos. Dos diversos eventos públicos, de acesso livre ou autorizado ainda que de forma parcial, e dos esclarecimentos difundidos, inclusive na Web, projecta-se uma União de força interior, de fé, de disciplina; mas também de desapiedado e de dureza austera, de entrega a um ideal, de subordinação a valores e preceitos que transcendem cada ser humano.

Actualmente, apesar de um certo aproveitamento por parte de organizações, grupos e (pseudo)historiadores que desde a revelação de 2014 na Internet procuram capitalizar sobre o nome, o número de membros desta organização internacional é inferior a cinquenta. Emerge deste quadro uma dimensão muito limitada devido à primorosa selectividade do recrutamento e às numerosas etapas consideradas sobre-humanas no que respeita a iniciação. Por sua vez, nada se obtém sem esforço e as coisas não valem senão pelo que custam. Neste sentido as dificuldades, por vezes extremas, não são barreiras que nos detenham, mas trampolins que nos levam a tomar consciência da nossa superioridade, obrigando-nos a vencê-las com aprumo, mérito e honra.

As Templárias têm sede em Portugal


No seu retiro tomarense (sede), As Templárias não representam uma escola, uma empresa, uma seita, um sindicato, uma ONG, uma colectividade ou cooperativa de ajuda mútua, um grupo de pressão, uma sociedade filantrópica, mas, hoje, autonomamente, têm algo de tudo isto. A relação é interminável e não restam dúvidas de que existe um denominador comum, pois de outro modo não se entenderia tal heterogeneidade. As explicações sobre a Irmandade podem ser algumas vezes favoráveis, outras desfavoráveis ou indiferentes. Pela mesma regra de que as Templárias são obrigadas, por força da sua essência e da sua missão, a exigir de si mesmas absoluta imparcialidade e isenção (e certa abnegação), por essa mesma vereda não devem admirar-se de virem a encontrar resistência. (AT:39/4): não obstante o vosso tacto e a vossa rectidão irrepreensível, encontrareis por isso descontentes, susceptíveis que terão desvirtuado as vossas intenções. O código moral dos profanos contrariados depressa desprestigia, distorce e difama aquilo que não controla, não compra nem corrompe. Tais óbices serão individuais ou colectivos, claros ou ocultos, passageiros ou persistentes.

Os regimes de pusilanimidade são os que ficam mais caros ao mundo. Além disso, a bonomia nunca expressou a consciência nem a ciência das Templárias. Entre muitos outros exemplos de como as virtudes são importantes, denotando a Ordem Dominicana (Ordem dos Pregadores), neste caso Ordre Dominicain (Ordre des Prêcheurs) por ocasião da sua restauração francesa em 1850, citaremos Henri Dominique Lacordaire: «tudo o que se fez de grande no mundo foi concebido sob o signo do dever; tudo o que se amontoa de miserável foi engendrado em nome do interesse». Ao abrigo de um qualquer encargo, ser justa (ou justo) é permanecer firme e impreterivelmente cumpridora em todas as circunstâncias, penosas ou triviais. Uma vez tomada uma missão, sem equívoco e sem subterfúgio, os obstáculos vencidos torná-la-ão glória. Ou, dito de outra forma, todas as partes da observância são esquadrinhadas, talhadas e aprimoradas com a mesma precisão e sagacidade até ao epílogo completo da edificação, aconteça o que acontecer. Entende-se aqui a transcendência dos detalhes que preenchem a existência da Unidade.

Em suma, não existe atemorização que as amedronte e/ou enfraqueça. Seja qual for a actividade secular tratada, as Templárias não temem os desafios penosos, difíceis, caliginosos e perigosos, e possuem a nobre altivez e a dignidade suficiente para executar tacitamente tudo o que for necessário, com afoiteza, com inteligência, com heroísmo e dedicação apaixonada, desde que tudo reverta, desinteressadamente, a favor da Razão. Abrir-se-ão então os diques pelos quais se escoará a energia que se tiver libertado. Sempre embrenhadas em pensamento de altos deveres e obras de generoso ânimo, a sua energia é ilimitada. Só assim sentirão satisfação para tudo, em tudo e por tudo.