Locais

assaram os anos, e os valores, por múltiplas razões que não cabe aqui analisar, vão mudando e perdendo a partitura sagrada, mas o tempo dos tempos parece continuar parado em certos locais, longe dos olhares inidóneos que fustigam o livre pensamento. Pese embora o sigilo, esta é a lauda que apresenta algumas pontas de iceberg de uma imensa repartição; propalando - e homenageando - alguns dos recatados e virginais refúgios nos quais As Templárias alojam, hasteiam e assentam a Honra em vez de habilidade. Estes locais incluem espaços verdes. A esse respeito, igualmente defensoras da disciplina em termos ecológicos, As Templárias recordam o preceito da Cavalaria aos veteranos na véspera do seu licenciamento: «vós fostes bons militares até hoje. Sê-lo-eis até ao último minuto. Não obstante partirdes cedo, amanhã, deixareis os vossos aposentos em perfeito arranjo; eles serão mostrados com clareza aos mais novos como exemplo». Itinerário este que não vai querer perder se está a pensar conhecer, um pouco melhor, As Templárias.


As Templárias em Tomar (sede)


As Templarias em Tomar
A cidade de Tomar teve um papel de relevo na formação de Portugal. Por aqui passaram personalidades como o Infante D. Henrique e os reis D. Manuel I e Filipe I. Depois de a ter conquistado aos Mouros, em 1147, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, doou-a à ordem dos Templários, em 1159. E, em 1162, D. Gualdim Pais, grão-mestre da Ordem dos Templários, concedeu-lhe foral. Em 1844, foi elevada à categoria de cidade, tendo sido visitada pela Rainha D. Maria II no ano seguinte. Sendo a sede da Ordem dos Templários, a sua narrativa confunde-se com a história desta ordem e da Ordem de Cristo, sua sucessora. As ordens religiosas, desde a Idade Média, com os Templários, até ao século XVI, com a Ordem de Cristo, tiveram um papel determinante no rumo dos acontecimentos políticos, culturais e científicos do País. Tomar foi o centro originador e principal sustentador da epopeia dos Descobrimentos. O Infante D. Henrique, nomeado pelo Papa como Regedor da Ordem de Cristo, instalou-se no seu castelo.


As Templárias em Almourol


As Templárias em Almourol
Cercado pelas águas do rio, o Castelo de Almourol, forte militar medieval situado na ilha escarpada de Almourol, resguarda memórias de guerra e paixão. As origens do vetusto baluarte são muito antigas, pelo que deram lugar a muitas especulações e lendas, algumas delas dificilmente credíveis, outras que, inseridas em contextos históricos precisos, são razoáveis e, até certo ponto, passíveis de ser comprovadas. Pretexto para descobrir nesta deambulação pelo concelho de Vila Nova da Barquinha, pedaços de história e belezas ribeirinhas. Desde 2013, As Templárias têm vindo a alargar o seu roteiro, acentuando o seu comparecimento nas imediações, abraçando as zonas verdes de Cafuz, Matos e Limeiras. Fortemente ligadas a estas fracções, mais informações acerca da Organização em solo fluvial do Ribatejo podem ser obtidas no site oficial, através da página As Templárias em Almourol e na nota As Templárias em Almourol 15', deixadas por ocasião do encontro anual realizado em 2015 e 2016.